quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Resgate no Fórum: Mulher foge de cárcere privado e pede socorro durante audiência em Campo Mourão

Uma situação de extrema gravidade mobilizou as forças de segurança no coração do Judiciário de Campo Mourão na tarde desta terça-feira (10 de fevereiro de 2026). O que deveria ser um trâmite burocrático transformou-se em um resgate dramático de uma mulher que vivia sob um regime de tortura e isolamento.

Por volta das 15h09min, o Fórum de Campo Mourão tornou-se palco de uma operação policial após um homem de 33 anos iniciar um tumulto na 2ª Vara Criminal. O suspeito, com sinais visíveis de embriaguez, agia de forma agressiva, desacatando funcionários e tentando acessar alas restritas do prédio, o que levou os vigilantes a acionarem a Polícia Militar via COPOM.

O Pedido de Socorro

Enquanto a equipe policial controlava o agressor, que resistiu inicialmente às ordens, os agentes localizaram a vítima, uma mulher de 38 anos, escondida em uma das salas. Em um relato chocante, ela revelou que aproveitou o momento em que precisou comparecer ao fórum para assinar documentos como sua única oportunidade de fuga.

Relato de Tortura e Cárcere

A vítima descreveu uma rotina de horrores imposta pelo companheiro:

  • Carcere Privado: Ela era mantida trancada e impedida de ter contato com o mundo exterior.

  • Violência Diária: Relatou agressões físicas constantes, incluindo socos e apertões.

  • Tortura Psicológica: O agressor controlava inclusive os horários em que ela tinha permissão para se alimentar.

  • Marcas da Violência: Os policiais constataram hematomas no rosto, abdômen e cortes recentes provocados por faca.

Prisão e Encaminhamento

O homem foi preso em flagrante e responderá por uma série de crimes graves: Lesão Corporal, Ameaça, Sequestro, Cárcere Privado e Desacato. Ambos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para a formalização do flagrante e a solicitação de medidas protetivas de urgência para a vítima.


Canais de Ajuda

Este caso reforça a importância de locais públicos como pontos de apoio seguros. Se você ou alguém que você conhece sofre violência doméstica, denuncie:

  • 190: Polícia Militar (Emergências)

  • 181: Disque Denúncia (Anônimo)

  • 180: Central de Atendimento à Mulher

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