Eram 22h34min quando o telefone de emergência da Polícia Militar tocou. Do outro lado da linha, uma moradora do Conjunto Lar Paraná, assustada, relatava ouvir gritos vindos da rua. A frase que ecoava era aterrorizante: um homem gritava repetidamente que iria “esquartejar” uma mulher.
A Busca pela Vítima
Como a denunciante não soube precisar o endereço exato de onde vinham os gritos, a equipe policial iniciou imediatamente um patrulhamento tático pelas ruas do bairro, guiando-se pela gravidade da denúncia. A persistência dos policiais deu resultado: eles lograram êxito em localizar a vítima na via pública.
Ciúmes e Confisco de Celular
Aos policiais, a mulher confirmou o pesadelo vivido minutos antes. Segundo seu relato, o marido iniciou uma discussão motivada por ciúmes infundados e suspeitas de traição. Durante a briga, ele tomou o celular da vítima à força e proferiu diversas ameaças de morte, incluindo as juras de esquartejamento ouvidas pela vizinhança.
O Flagrante
Enquanto a equipe colhia o depoimento da vítima e tentava acalmá-la, a situação sofreu uma reviravolta. Um veículo se aproximou e dele desceu o suspeito.
Comportamento Agressivo: Visivelmente alterado, o homem não se intimidou com a presença da farda.
Reincidência Imediata: Diante dos policiais, ele voltou a ameaçar a esposa de morte, confirmando a veracidade da denúncia inicial.
Desfecho
Não restou alternativa aos agentes senão dar voz de prisão em flagrante ao agressor. Ele foi detido pelo crime de ameaça (no contexto da Lei Maria da Penha) e encaminhado, juntamente com a vítima, para a 16ª Subdivisão Policial (SDP) de Campo Mourão para as providências de polícia judiciária.
A coragem da vizinha em ligar para a polícia, mesmo sem saber o endereço exato, foi fundamental. Muitas vezes, o silêncio é o maior inimigo no combate à violência doméstica.

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