O Desaparecimento e a Denúncia O caso chegou ao conhecimento das autoridades na segunda-feira (5), quando o pai da vítima procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Segundo o relato familiar, a jovem não dava notícias desde o dia 28 de dezembro. A preocupação se intensificou porque o pai sabia que o ex-namorado, que já havia feito ameaças de morte contra a filha anteriormente, teria ido buscá-la naquela data. Desde então, o contato telefônico havia cessado completamente.
Reincidência e Uso de Tornozeleira Com base nas informações, a equipe policial iniciou as diligências e localizou o endereço do suspeito. A delegada da PCPR, Amanda Moreira Pacheco, explicou que o caso envolvia um agravante sério: o homem já cumpria pena em regime semiaberto e fazia uso de tornozeleira eletrônica. O monitoramento ocorria justamente em razão de uma medida protetiva deferida em um processo anterior de violência doméstica praticado contra a mesma mulher.
O Resgate Ao chegarem à residência indicada, os policiais abordaram o suspeito. Inicialmente, ele tentou enganar a equipe, negando que a jovem estivesse no local. No entanto, após ser confrontado e questionado pelos agentes, o homem acabou confessando que a vítima estava trancada em um dos quartos da casa.
Dias de Terror Após ser libertada e colocada em segurança, longe do autor, a jovem relatou os momentos de tensão vividos no cativeiro. Ela contou que o ex-namorado quebrou seu celular propositalmente para impedir qualquer contato com os pais ou pedido de socorro. Durante todo o período, ela foi mantida sob constantes ameaças psicológicas e impedida fisicamente de deixar a residência.
Prisão Diante da situação de flagrante, o homem recebeu voz de prisão pelos crimes de cárcere privado e ameaça. Ele foi encaminhado à delegacia para os procedimentos de polícia judiciária e, posteriormente, levado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
Canais de Denúncia A Polícia Civil reforça o compromisso com a proteção de mulheres e grupos vulneráveis. A população pode colaborar anonimamente ligando para o número 197 (da PCPR) ou 181 (Disque-Denúncia). Além disso, vítimas de violência podem registrar boletim de ocorrência diretamente pelo site da Polícia Civil, ferramenta essencial para interromper o ciclo de violência e iniciar as investigações.

Nenhum comentário:
Postar um comentário