domingo, 22 de fevereiro de 2026

Homem é morto a pancadas na Comunidade do Guarani em Mamborê após briga em bar

Na noite do último sábado dia 21 de fevereiro de 2026, um homem identificado como Daniel Mariano da Silva perdeu a vida após ser espancado em frente a um bar na Comunidade do Guarani, localizada na Avenida Dagmar Radecki, em Mamborê. A Polícia Militar foi acionada por volta das 23h44 e registrou a ocorrência como lesão corporal seguida de morte.

O Atendimento Médico

A equipe da unidade de saúde local foi a primeira a ser chamada para atender a vítima, que estava desmaiada na rua, próxima à praça central. Segundo a equipe médica, Daniel ainda apresentava sinais vitais quando foi colocado na ambulância e as manobras de reanimação foram iniciadas. No entanto, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito assim que a ambulância chegou em frente ao posto de saúde.

A morte foi constatada pela técnica de enfermagem plantonista. A vítima apresentava lesões severas na região da cabeça, do abdômen e nas mãos, características de espancamento.

Dinâmica do Crime e Relato de Testemunhas

Testemunhas que presenciaram a confusão relataram à Polícia Militar que a agressão foi motivada por uma briga.

O tumulto envolveu Daniel, um homem mais velho e os dois filhos deste suspeito. Segundo os relatos, os três agressores derrubaram a vítima e fizeram com que ela batesse a cabeça violentamente contra o chão, continuando as agressões até que ele perdesse a consciência.

Uma mulher que tentou separar a briga relatou que, no meio da confusão, uma pessoa não identificada lhe entregou uma faca, pedindo que ela "sumisse" com a arma.

O irmão da vítima tomou conhecimento do fato quando uma mulher foi até sua casa pedir ajuda e lhe entregou uma faca, fazendo com que ele corresse para o local na tentativa de socorrê-lo.

Prisão e Versão do Suspeito

Enquanto aguardava a chegada da Polícia Civil, a equipe da PM se deslocou até a residência do principal suspeito, o homem mais velho envolvido na briga. Ele atendeu os policiais com as roupas sujas de sangue e um ferimento no braço esquerdo.

Ao ser questionado, o suspeito admitiu ter brigado e empurrado a vítima, mas alegou legítima defesa. Em sua versão, a discussão começou no bar e Daniel teria partido para cima dele com um canivete. O homem afirmou não se lembrar da participação dos seus filhos na confusão.

A PM encaminhou o suspeito ao hospital de Mamborê para realizar um curativo nas escoriações do cotovelo. Em seguida, ele foi conduzido sem a necessidade de algemas e no compartimento fechado da viatura  para a 16ª Subdivisão Policial (SDP) de Campo Mourão.

Investigação e Próximos Passos

O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que esteve no local junto com o Instituto Médico Legal (IML) para o recolhimento do corpo. A Polícia Científica não foi acionada porque a cena do crime já havia sido violada.

Devido à aglomeração de pessoas após o ocorrido, as testemunhas oculares acabaram se dispersando. A polícia destacou os seguintes pontos para a continuidade da investigação:

Os dois filhos do suspeito, apontados como coautores do espancamento, evadiram-se do local e não foram localizados até o momento do registro policial. A faca citada pelas testemunhas não foi encontrada pela equipe.

Imagens de sistemas de videomonitoramento localizados próximos ao bar poderão ajudar a esclarecer a real dinâmica dos fatos.



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