O Atendimento Médico
A equipe da unidade de saúde local foi a primeira a ser chamada para atender a vítima, que estava desmaiada na rua, próxima à praça central. Segundo a equipe médica, Daniel ainda apresentava sinais vitais quando foi colocado na ambulância e as manobras de reanimação foram iniciadas. No entanto, ele não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a óbito assim que a ambulância chegou em frente ao posto de saúde.
A morte foi constatada pela técnica de enfermagem plantonista. A vítima apresentava lesões severas na região da cabeça, do abdômen e nas mãos, características de espancamento.
Dinâmica do Crime e Relato de Testemunhas
Testemunhas que presenciaram a confusão relataram à Polícia Militar que a agressão foi motivada por uma briga.
O tumulto envolveu Daniel, um homem mais velho e os dois filhos deste suspeito. Segundo os relatos, os três agressores derrubaram a vítima e fizeram com que ela batesse a cabeça violentamente contra o chão, continuando as agressões até que ele perdesse a consciência.
Uma mulher que tentou separar a briga relatou que, no meio da confusão, uma pessoa não identificada lhe entregou uma faca, pedindo que ela "sumisse" com a arma.
O irmão da vítima tomou conhecimento do fato quando uma mulher foi até sua casa pedir ajuda e lhe entregou uma faca, fazendo com que ele corresse para o local na tentativa de socorrê-lo.
Prisão e Versão do Suspeito
Enquanto aguardava a chegada da Polícia Civil, a equipe da PM se deslocou até a residência do principal suspeito, o homem mais velho envolvido na briga. Ele atendeu os policiais com as roupas sujas de sangue e um ferimento no braço esquerdo.
Ao ser questionado, o suspeito admitiu ter brigado e empurrado a vítima, mas alegou legítima defesa. Em sua versão, a discussão começou no bar e Daniel teria partido para cima dele com um canivete. O homem afirmou não se lembrar da participação dos seus filhos na confusão.
A PM encaminhou o suspeito ao hospital de Mamborê para realizar um curativo nas escoriações do cotovelo. Em seguida, ele foi conduzido sem a necessidade de algemas e no compartimento fechado da viatura para a 16ª Subdivisão Policial (SDP) de Campo Mourão.
Investigação e Próximos Passos
O caso agora segue sob investigação da Polícia Civil, que esteve no local junto com o Instituto Médico Legal (IML) para o recolhimento do corpo. A Polícia Científica não foi acionada porque a cena do crime já havia sido violada.
Devido à aglomeração de pessoas após o ocorrido, as testemunhas oculares acabaram se dispersando. A polícia destacou os seguintes pontos para a continuidade da investigação:
Os dois filhos do suspeito, apontados como coautores do espancamento, evadiram-se do local e não foram localizados até o momento do registro policial. A faca citada pelas testemunhas não foi encontrada pela equipe.
Imagens de sistemas de videomonitoramento localizados próximos ao bar poderão ajudar a esclarecer a real dinâmica dos fatos.


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