24 maio 2018

Caminhoneiros de Mamborê recebem apoio de comerciantes e agricultores durante greve

Desde a tarde da última segunda-feira dia 21, centenas de caminhoneiros estão reunidos no trevo da Rodovia BR 369 em Mamborê, os caminhoneiros estão reunidos em protesto contra os alto preço dos combustíveis.

Na tarde desta quinta-feira dia 24, o movimento recebeu o apoio de diversos grupos da cidade de Mamborê, diversas empresas fecharam as portas para estar se juntando ao movimento, a Acimam lançou o movimento "Vem pra rodovia!", houve um buzinaço nas ruas da cidade e uma carreata até a BR 369.


Diversas empresas e associações tais como: AM Turbo Net, Alto Peças Paraná, Loja Maçonica Aries 82, Rota 369, Rotary Club, Acimam, Sindicato Rural de Mamborê e outras, fecharam suas portas para estarem se unindo ao apoio da greve.


O prefeito do município de Mamborê Ricardo Radomski decretou para esta sexta-feira dia 25, Ponto Facultativo em todos os estabelecimentos públicos do município, no objetivo dos funcionários estarem se deslocando ao Trevo da Rodovia BR 369 manifestando o seu apoio à greve dos caminhoneiros.




Os bloqueios são organizados pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa motoristas autônomos, por isso a paralisação não envolve veículos fretados. O presidente da associação, José da Fonseca Lopes, reiterou na manhã de hoje que só vai interromper o movimento de protestos da categoria depois de o governo federal sancionar a lei que zera o PIS/Cofins sobre o óleo diesel.



O que pedem os caminhoneiros?

Após sucessivos reajustes no preço dos combustíveis, os caminhoneiros passaram a reivindicar o fim definitivo da cobrança do imposto PIS/Cofins sobre o insumo, além do eliminação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel.
Os caminhoneiros pedem também mudanças na política de reajuste dos combustíveis da Petrobras, o que já foi descartado pelo presidente da estatal Pedro Parente. 
A nova política de reajustes, adotada pela Petrobras em julho do ano passado, determina que os valores dos combustíveis sofram alterações diárias que acompanhem a cotação internacional do petróleo e a variação do câmbio.

Como o dólar e o preço do óleo em trajetórias ascendentes, segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A atual política de preços da Petrobras é aplaudida por investidores por acompanhar o padrão adotado em alguns países. Alterá-la agora seria interpretado como intervenção do governo na estatal.






































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