As investigações tiveram início em setembro de 2025, logo após o registro de um boletim de ocorrência que acendeu o alerta das autoridades sobre as atividades do suspeito na região.
Estratégia de Aproximação e Modus Operandi
De acordo com a delegada Riccelly Maria Donha, o investigado utilizava uma estratégia sistemática e calculada para se aproximar de suas vítimas. Atuando como voluntário em eventos esportivos voltados ao público infantil, ele conseguia romper a barreira de desconfiança das famílias.
Uma vez estabelecido o vínculo, o homem atraía os menores para sua residência utilizando pretextos de lazer, como o uso de piscina e jogos de videogame. Além disso, a investigação apontou que ele utilizava ofertas financeiras e brindes para manter o contato e a manipulação das crianças.
Decisão Judicial e Risco à Sociedade
A prisão foi considerada indispensável pela Justiça devido ao alto risco de reiteração criminosa. Mesmo após o início das investigações, o homem continuava frequentando ginásios municipais e outros espaços públicos destinados ao lazer infantil, mantendo o mesmo padrão de abordagem.
O suspeito já foi formalmente denunciado pelo Ministério Público com base no Artigo 217-A do Código Penal. Caso seja condenado, as penas podem ser somadas de forma reiterada, levando em conta o número de vítimas identificadas e a continuidade das práticas ilícitas.
Proteção e Sigilo
Para preservar a integridade psicológica e a intimidade das crianças envolvidas, o processo tramita sob segredo de justiça, seguindo rigorosamente as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A identificação das vítimas e detalhes específicos que possam expô-las não foram divulgados.
Alerta aos Responsáveis e Canais de Denúncia
A Polícia Civil aproveita o caso para reforçar um alerta fundamental: pais e responsáveis devem estar atentos a comportamentos atípicos de adultos que buscam aproximação excessiva com crianças, especialmente quando há o oferecimento constante de presentes, dinheiro ou benefícios materiais.
Como denunciar:
197: Telefone direto da PCPR.
181: Disque-Denúncia (totalmente anônimo).
190: Polícia Militar (para crimes que estejam ocorrendo no momento).

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