sábado, 10 de outubro de 2026

Comunidades rurais de Mamborê completam mais de 36 horas sem energia elétrica e água

Um cenário de extrema dificuldade e revolta toma conta das zonas rurais e localidades do município de Mamborê. Desde as 19h da última quinta-feira (8), moradores de diversas regiões enfrentam uma interrupção severa no fornecimento de energia elétrica. O problema, que já ultrapassa a marca de 36 horas consecutivas até a manhã deste sábado (10), atinge localidades como o Lajeado, a região da comunidade Jacutinga, a comunidade Ranchinho, Água da Palmeira, Mutun, Região do Barro Branco áreas próximas à comunidade Gavião e, de maneira alarmante, o Patrimônio Guarani.

A falta de eletricidade desencadeou uma reação em cadeia de transtornos incalculáveis, afetando de forma drástica a sobrevivência básica, a saúde pública, a economia local e a comunicação das famílias no campo.

Patrimônio Guarani e Área Rural no Escuro e Sem Água

A situação mais crítica é relatada no Patrimônio Guarani e nos sítios, chácaras e fazendas circunvizinhas, onde o corte de energia elétrica começou na noite de quinta-feira e persiste sem previsão de normalização. O apagão paralisou o sistema de bombeamento de água, uma vez que os poços artesianos da região dependem diretamente da eletricidade para abastecer a rede de encanamento. Com isso, centenas de residências permanecem totalmente desabastecidas de água potável, agravando ainda mais o drama dos moradores.

O impacto humano é severo. Famílias que convivem com pessoas acamadas, idosos e crianças pequenas relatam momentos de desespero diante da impossibilidade de manter cuidados essenciais de climatização, conservação de medicamentos e atendimento básico. Na área da saúde pública, o funcionamento da unidade de atendimento da comunidade foi gravemente comprometido pela falta de luz, dificultando o socorro a quem precisa.

No setor comercial, os prejuízos materiais são irreparáveis, comércios locais viram seus estoques de produtos perecíveis como carnes, laticínios e congelados perderem-se por completo devido à ausência de refrigeração prolongada.

Isolamento Total e Incomunicabilidade

Além da falta de luz e água, os moradores das áreas rurais encontram-se completamente isolados do restante do município. Sem energia para carregar aparelhos celulares e sem sinal de internet, as famílias estão incomunicáveis. Familiares da zona urbana e amigos relatam a angústia de não conseguir obter qualquer tipo de notícia sobre o estado de saúde ou as condições em que vivem seus entes queridos no campo.

Clamor por Respostas e Indignação com a Copel

A população mamboreense afetada classifica a demora no atendimento como uma situação desumana e um reflexo de descaso por parte da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Os moradores cobram que a empresa adote providências imediatas e envie equipes técnicas suficientes para realizar os reparos necessários nas redes danificadas, restabelecendo com urgência os serviços essenciais nas comunidades.

O tema da infraestrutura energética e da qualidade dos serviços prestados na zona rural tem gerado forte mobilização institucional no município. Recentemente, representantes da Copel participaram de reuniões com a administração municipal e órgãos locais para debater propostas de investimentos e melhorias na rede elétrica da região. Além disso, está agendada uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Mamborê para discutir amplamente a problemática e cobrar soluções definitivas que evitem a repetição desse tipo de colapso nas comunidades rurais.

Enquanto o poder público e os órgãos competentes tem feito a sua parte e articulam cobranças e medidas, os moradores do campo seguem clamando por socorro imediato, na esperança de que a luz e a normalidade retornem aos lares mamboreenses.

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