De acordo com relatos de testemunhas, a vítima havia chegado em casa acompanhada de outras três pessoas. Pouco tempo depois, vizinhos ouviram gritos de socorro e notaram que o imóvel estava em chamas, acionando o Corpo de Bombeiros.
As investigações policiais revelaram que os assaltantes amarraram as mãos e as pernas do morador e desferiram golpes de faca em seu pescoço antes de atearem fogo à residência. Na fuga, os criminosos subtraíram um veículo Volkswagen Gol de cor prata e um aparelho celular (iPhone azul).
A Polícia Civil agiu rápido e, após receber uma denúncia anônima sobre a tentativa de venda do carro roubado, deslocou-se até uma residência na Rua Duarte da Costa, no bairro Cara Cara. A operação resultou na prisão de três suspeitos em locais distintos:
No bairro Cara Cara: Foram localizados dois suspeitos (de 20 e 25 anos). Eles foram flagrados queimando as placas do carro roubado em uma churrasqueira. O jovem de 20 anos confessou participação no roubo e indicou que havia incendiado o veículo, que foi encontrado destruído e sem as rodas em uma estrada de terra. No imóvel, a polícia apreendeu 58 gramas de cocaína (fracionada em 81 pacotes) e dois simulacros de arma de fogo.
No bairro Olarias: Em continuidade às diligências, a polícia prendeu um terceiro suspeito, de 19 anos. Com ele, foram encontrados objetos subtraídos da vítima, incluindo o celular e um narguilê.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) já se manifestou no processo, solicitando a conversão das prisões em flagrante para prisão preventiva dos três envolvidos, argumentando risco à ordem pública devido à gravidade do crime, uso extremo de violência e a quantidade de drogas apreendida.
O enquadramento e a situação de cada suspeito divergem:
Suspeito de 19 anos: Investigado por tentativa de latrocínio e tráfico de drogas. Segundo o MPPR, ele já possui condenações anteriores por tráfico e responde por receptação.
Suspeito de 20 anos: Investigado por tentativa de latrocínio e tráfico de drogas. É réu primário. Sua defesa pediu liberdade provisória (com uso de tornozeleira), alegando que ele possui trabalho formal, é pai de um bebê de 6 meses e negando o envolvimento com os entorpecentes apreendidos.
Suspeito de 25 anos: Investigado apenas por tráfico de drogas. Também réu primário. A defesa argumenta que ele não tem relação com o latrocínio, atua como Microempreendedor Individual (MEI) e que a droga não pertencia a ele, solicitando a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.
O caso segue agora sob análise do Juizado das Garantias (1ª Vara Criminal de Ponta Grossa), que decidirá nas próximas horas se os suspeitos responderão ao processo em liberdade provisória ou se terão a prisão preventiva decretada.

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