Falsa Abordagem Policial
O ônibus havia deixado Cascavel por volta das 21h. Perto da meia-noite, a viagem foi interrompida quando três veículos equipados com giroflex (sinalizadores luminosos) cercaram o coletivo. Inicialmente, a manobra fez com que os passageiros acreditassem se tratar de uma fiscalização policial de rotina.
A situação mudou rapidamente quando cerca de cinco homens encapuzados e armados invadiram o veículo, renderam o motorista e anunciaram o assalto. A quadrilha ordenou que todos os ocupantes colocassem as mãos na cabeça, abaixassem os rostos e não fizessem contato visual.
Agressões e Terror
A ação criminosa durou aproximadamente 40 minutos e foi marcada por violência física e psicológica. Testemunhas relataram que criminosos apontaram armas para as cabeças das vítimas.
Pelo menos dois homens foram agredidos com coronhadas. O terror se estendeu aos mais vulneráveis: um passageiro autista foi alvo de agressões, e uma idosa, além de ser agredida, teve sua medicação de uso contínuo para o coração levada pelos assaltantes. A quadrilha realizou um "limpa", roubando malas, joias, relógios, dinheiro e celulares de quase todos a bordo.
Acionamento das Autoridades e Resgate
Em meio à tensão, dois passageiros demonstraram frieza ao esconder seus celulares entre as pernas, conseguindo acionar a polícia sem que a quadrilha percebesse.
Após o roubo, os criminosos fugiram, deixando as vítimas abandonadas em um canavial às margens da rodovia. O resgate foi realizado primeiramente por equipes da Polícia Militar local e, na sequência, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil.
Falta de Assistência e Posicionamento da Empresa
Apesar do susto, passageiros demonstraram forte indignação com a falta de amparo após o crime. Segundo relatos, a assistência prestada focou estritamente na elaboração do Boletim de Ocorrência, deixando as vítimas sem um suporte adequado diante do trauma e dos ferimentos sofridos.
Por meio de e-mail enviado a uma das vítimas, a Viação Garcia (empresa responsável pela linha) lamentou o ocorrido e afirmou que a segurança dos usuários é tratada como prioridade. No entanto, a companhia ressaltou que, com base na Resolução nº 6.033 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), não possui responsabilidade direta sobre o ressarcimento de itens pessoais transportados na cabine junto aos passageiros. A empresa informou ainda que segue à disposição para colaborar com as investigações policiais.

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