sábado, 18 de julho de 2026

Morre a 3ª vítima de atentado a tiros em Campo Mourão. Polícia apreende explosivos e prende familiares do atirador

A violência registrada na noite desta sexta-feira (17 de julho) na área central de Campo Mourão tomou proporções ainda mais trágicas na manhã deste sábado (18). Subiu para três o número de mortos decorrentes do atentado a tiros ocorrido em uma conveniência localizada no cruzamento da Avenida Guilherme de Paula Xavier com a Rua Mato Grosso.

A Terceira Vítima Fatal

A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Paraná (SESP-PR) confirmou oficialmente o falecimento de Veridiana Gaya Menin Machado Sate, de 40 anos. Ela estava entre as seis pessoas atingidas durante o ataque da noite anterior.

Veridiana foi alvejada por um disparo na região da cabeça e havia sido encaminhada em estado gravíssimo à Santa Casa pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Desde a sua internação, o quadro clínico era considerado extremamente crítico e, infelizmente, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos, vindo a óbito nesta manhã.

As Outras Vítimas do Atentado

Os outros dois homens que perderam a vida foram atingidos no interior do estabelecimento e morreram ainda no local do crime, antes mesmo da intervenção das equipes de socorro:

  • Michael Zachytko Cavalcante (38 anos): Empresário atuante na cidade. A rede Família Lúcia Supermercados publicou uma nota lamentando a perda, destacando sua dedicação, e comunicou o fechamento de suas lojas neste sábado em sinal de luto.

  • Márcio Bertholdi Geraldo (43 anos): Sua morte gerou forte comoção e foi confirmada por meio de uma nota de solidariedade da Igreja Presbiteriana de Campo Mourão (IPBCM), assinada pelo reverendo Rennan Gustavo. Ele deixa a esposa, Darinka, e um filho, Heitor.

Além das três vítimas fatais, outras três pessoas permanecem sob cuidados médicos. Entre os sobreviventes estão: uma mulher baleada no rosto e no tórax (quadro estável), uma pessoa ferida no tornozelo (quadro estável) e um homem que foi socorrido em estado grave e encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A Dinâmica da Chacina

O crime ocorreu em um momento de descontração, enquanto o estabelecimento estava repleto de clientes, famílias e grupos de amigos. Imagens de câmeras de segurança revelaram a frieza do atirador: ele chegou a pé ao local, ocultando o rosto com uma balaclava vermelha, e posicionou-se estrategicamente atrás de um veículo estacionado para se proteger.

Armado com uma pistola, o suspeito abriu fogo contra o comércio, efetuando aproximadamente 17 disparos. Segundo as investigações conduzidas pela polícia, o alvo principal seria uma mulher que estava na parte externa da conveniência. No entanto, os tiros atingiram indiscriminadamente tanto o alvo primário quanto outras cinco pessoas que estavam ao redor.

Adolescente de 15 Anos é o Principal Suspeito

Um intenso trabalho de investigação, aliado ao cruzamento de imagens das câmeras de monitoramento da região, permitiu que a Polícia Civil e a Polícia Militar identificassem rapidamente o suposto autor do massacre: um adolescente de apenas 15 anos.

As diligências apontaram que o menor reside em um apartamento na Avenida Ney Braga, nas imediações do Cemitério Municipal. O circuito de segurança do imóvel registrou o jovem saindo por volta das 19h30, vestindo as exatas mesmas roupas utilizadas durante a execução do atentado. Mais tarde, às 23h30, ele foi filmado retornando ao apartamento com roupas diferentes.

As equipes de segurança realizaram buscas no endereço, mas o adolescente já havia fugido. Durante a vistoria no apartamento, os policiais apreenderam uma certa quantidade de entorpecentes e aproximadamente 500 metros de fio detonador material tipicamente utilizado para o acionamento de explosivos.

A mãe do menor foi localizada e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido e sobre o paradeiro do filho. A polícia segue com as investigações e buscas ininterruptas para capturar o adolescente foragido, esclarecer a motivação exata da chacina e identificar se outras pessoas prestaram apoio logístico ou encomendaram o ataque.






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