A decisão judicial que pronunciou os réus determinou que ambos respondam pelos crimes de homicídio qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
A Dinâmica do Crime
O homicídio ocorreu no dia 16 de janeiro de 2024, por volta das 18h05, no estabelecimento comercial "Espeto Saruva", localizado na Avenida Paulino Ferreira Messias.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR), a dupla chegou à cidade de Mamborê às 14h40 daquele dia, utilizando uma caminhonete Montana de cor branca. Nas imediações do estabelecimento, o motorista C.G.D.C. estacionou o veículo na via pública. Em seguida, J.H.T. desceu armado e caminhou em direção ao comércio.
A vítima, que tinha mais de 60 anos, foi surpreendida enquanto estava sentada. J.H.T. efetuou um disparo letal na lateral esquerda da cabeça de Ademir. A denúncia aponta que a ação caracterizou uso de recurso que dificultou a defesa, já que o atirador se aproveitou do campo de visão reduzido da vítima no momento do ataque. O disparo causou traumatismo cranioencefálico e fraturas expostas, levando o idoso a óbito.
Fuga e Prisão em Flagrante
Logo após a execução, J.H.T. fugiu a pé em direção à caminhonete, onde o comparsa o aguardava para a fuga. A dupla deixou Mamborê por volta das 18h10.
Na tentativa de ludibriar as autoridades policiais e evitar a prisão, os criminosos utilizaram fitas adesivas para adulterar a placa da Montana, modificando a identificação original do veículo.
No entanto, a estratégia não funcionou. O carro adulterado foi registrado pelo radar da rodovia BR-369 às 18h26, seguindo no sentido de Campo Mourão. Em uma ação rápida, as forças de segurança interceptaram o veículo e prenderam os dois acusados em flagrante às 18h50, já no município vizinho. Ambos aguardam na carceragem, agora a nova data para o julgamento pelo júri popular em Mamborê.

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