domingo, 30 de agosto de 2026

Apagão deixa Mamborê sem energia e água; Prefeito cobra Copel e relata burocracia no atendimento

Mamborê enfrentou neste final de semana um dos maiores colapsos de infraestrutura recente, marcado por sucessivas quedas de energia, rompimento de fiação e explosão de transformadores em vias públicas. O ápice da crise teve início logo após o almoço de sábado (29), quando um apagão generalizado atingiu diversos bairros, conjuntos habitacionais, o Centro e a região do Alto da Glória. Na manhã deste domingo (30), diversos pontos ainda registram falta de luz ou operam apenas em meia fase, prolongando os graves transtornos à comunidade.

Colapso no Abastecimento e Saúde Pública

A interrupção prolongada da rede elétrica gerou um efeito cascata imediato no sistema da Sanepar. Sem energia para acionar os motores das bombas de captação e distribuição até o início da madrugada de domingo, grande parte da cidade ficou sem água. Moradores da parte alta são os mais afetados e continuam relatando desabastecimento na manhã de hoje, enfrentando imensas dificuldades para o preparo de alimentos, higiene pessoal e cuidados essenciais com crianças, idosos e pessoas acamadas.

A situação atingiu níveis críticos no Hospital Municipal, que permaneceu sem energia elétrica até parte da noite de sábado. O cenário gerou extrema apreensão e constrangimento para as equipes médicas, que precisaram contornar as severas limitações estruturais para manter o atendimento a pacientes internados, consultas e casos de emergência. O comércio local também já contabiliza pesados prejuízos com a perda de produtos refrigerados e congelados.

Indignação e Burocracia

Diante do cenário caótico, o prefeito Sebastião Martinez cobrou publicamente a Companhia Paranaense de Energia (Copel) na noite de sábado. Em áudios que circulam nas redes sociais, o chefe do Executivo expressou forte indignação com a morosidade no restabelecimento do serviço, classificando como episódio inaceitável com relação ao respeito com os contribuintes mamboreenses.

Segundo o prefeito, a administração municipal chegou a colocar à disposição uma equipe de eletricistas terceirizados, equipados com caminhões apropriados, para auxiliar os técnicos da Copel. No entanto, a oferta foi recusada por questões burocráticas da estatal. Como resultado, as equipes da companhia trabalharam de forma mais lenta, utilizando apenas escadas, o que dificultou o acesso e atrasou significativamente a manutenção da rede danificada.

Orientação aos Moradores

Com a reincidência das falhas na rede elétrica nos últimos dias, a orientação é que a população formalize denúncias diretamente na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Moradores e comerciantes que sofreram danos materiais ou queima de aparelhos devem registrar os prejuízos nos canais da agência fiscalizadora para buscar o ressarcimento legal e exigir providências definitivas da concessionária.

Um comentário:

  1. Só uma correção. A Copel, não é mais Estatal. Ela é uma Empresa privada, Assim como a ELETROBRÁS, GRAÇAS AO ATUAL GOVERNADOR E AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA ANTERIOR.

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