A Chegada das Equipes e o Quadro Clínico da Vítima
Para o atendimento de emergência, foram mobilizadas uma viatura de resgate (ABTR) e uma ambulância do SIATE. Ao chegarem ao local do acidente, os militares constataram a presença de apenas uma vítima: o condutor do caminhão, que se encontrava retido no interior da cabine e preso às ferragens.
Antes mesmo da chegada dos bombeiros, uma equipe da Secretaria de Saúde de Peabiru — composta por uma enfermeira e uma condutora — já estava na cena prestando os primeiros socorros de suporte vital à vítima.
O estado de saúde do motorista exigia cuidados intensivos. Ele foi encontrado consciente, porém desorientado. A avaliação clínica preliminar apontou o seguinte quadro:
Fratura confirmada no fêmur esquerdo;
Suspeita de fratura na região pélvica;
Rebaixamento progressivo do nível de consciência durante o andamento do atendimento.
Risco de Queda e Estabilização do Cenário
Antes de iniciar os procedimentos de desencarceramento (corte e remoção das ferragens), os bombeiros realizaram uma avaliação minuciosa e de risco da cena. O cenário era extremamente crítico: o caminhão pesado estava inclinado sobre as árvores às margens da via rural, apresentando um risco iminente de se deslocar e despencar no córrego existente sob a estrutura da travessia.
Para garantir a segurança tanto da vítima quanto das equipes de socorristas, foi montada uma operação robusta de estabilização estrutural. Os militares utilizaram correntes de segurança e realizaram a ancoragem do caminhão com o auxílio de um trator agrícola disponibilizado em uma propriedade rural próxima.
Desencarceramento e Apoio Aeromédico
Com a cena do acidente devidamente estabilizada e segura, os militares iniciaram a abordagem direta ao motorista, administrando oxigênio e preparando o espaço da cabine para o desencarceramento.
Dada a gravidade e a complexidade do trauma, a operação contou com o apoio aéreo especializado da aeronave Saúde 06, baseada em Maringá. A equipe médica de voo realizou procedimentos avançados ainda no local do acidente, incluindo a administração de medicamentos, analgesia e reposição volêmica para estabilizar o paciente hemodinamicamente.
Após cerca de 45 minutos de um intenso e cirúrgico trabalho integrado entre as equipes terrestres e aéreas, o motorista foi finalmente retirado das ferragens com sucesso. Estabilizada, a vítima foi embarcada no helicóptero e transferida com urgência para o Hospital Universitário de Maringá, unidade de referência regional para o atendimento de traumas de alta complexidade.

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