quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Fim da Linha: Líder de facção investigado por 40 homicídios em Campo Mourão e região é preso no Litoral

Uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, resultou na captura de um dos criminosos mais procurados do estado. A ação ocorreu na cidade de Matinhos, durante a operação Verão Maior Paraná, e desarticulou a cúpula de uma organização criminosa que aterrorizava a região de Campo Mourão e Cianorte.

Investigado por 40 Mortes

O alvo principal da operação estava foragido da Justiça há oito anos. Segundo as investigações, ele exercia a liderança absoluta da facção, sendo o responsável por ditar as regras do tráfico de drogas e ordenar execuções para manter o controle territorial. A Polícia Civil aponta que o detido é investigado por cerca de 40 homicídios relacionados a disputas criminosas e "tribunais do crime".

A Investigação

O cerco começou a se fechar em agosto de 2025, quando a 16ª Subdivisão Policial (SDP) de Campo Mourão acionou o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE) — unidade de elite da PCPR — para auxiliar na localização do foragido.

Através de um trabalho intenso de inteligência e cruzamento de dados, as equipes descobriram que o líder havia se estabelecido no litoral paranaense. O monitoramento revelou que ele não estava sozinho: outros dois integrantes do alto escalão do grupo, responsáveis pela gestão direta do tráfico, também estavam escondidos na mesma residência em Matinhos.

A Prisão e Apreensões

A abordagem foi cirúrgica para evitar reações. Além das prisões preventivas que já pesavam contra o trio, eles foram autuados em flagrante. No local, os policiais encontraram um verdadeiro aparato do crime:

  • Armamento Pesado: Duas armas de fogo foram apreendidas, incluindo uma pistola equipada com seletor de rajada (kit que transforma a arma em automática), elevando o poder de fogo do grupo.

  • Vida de Luxo e Falsidade: Foram recolhidos joias, dinheiro em espécie, cartões bancários e documentos falsos, que o líder utilizava para transitar livremente e enganar a fiscalização.

"Identificamos que o foragido comandava a atuação do grupo e que os outros dois presos davam suporte direto à gestão do tráfico de drogas, mantendo a estrutura criminosa em funcionamento", explicou o delegado da PCPR, Thiago Teixeira.

Desarticulação da Quadrilha

A operação, que contou também com o apoio do GAECO de Paranaguá, é considerada um golpe severo na estrutura da organização criminosa (Orcrim). Com a prisão simultânea do líder e de seus braços direitos, a polícia acredita ter neutralizado a capacidade de comando e reorganização do bando.

Todos os detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário e permanecem à disposição da Justiça. Um deles, inclusive, já possuía condenação anterior e iniciará o cumprimento imediato da pena.

Perfil Criminal: O Impacto da Queda do "Número 1"

A captura realizada em Matinhos não é apenas uma detenção comum, mas o desmonte da "cabeça" de uma estrutura que operava com extrema violência. Entenda o que pesava contra o líder e como o grupo atuava:

  • Comando de Execuções: O investigado é apontado como o "tribunal" da organização, sendo o responsável direto por ordenar mortes de rivais e devedores para manter o controle absoluto do território em Campo Mourão.

  • Logística do Tráfico: Ele gerenciava a entrada de entorpecentes e a distribuição em larga escala, utilizando armamento de guerra (como a pistola com seletor de rajada apreendida) para garantir a segurança dos pontos de venda.

  • Evasão e Falsidade: O uso de documentos falsos e o refúgio no litoral mostram uma rede de apoio sofisticada, que permitia ao criminoso viver uma vida de luxo enquanto coordenava o crime à distância.

  • Desarticulação Total: Com a prisão simultânea dos seus "braços direitos", a Polícia Civil cortou as linhas de sucessão do grupo, dificultando qualquer tentativa de retomada do poder por parte da facção.








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