28 de maio de 2021

Presidente da Comcam visita Santa Casa e faz desabafo: “Só queríamos parar o vírus”

O presidente da Comcam, Leandro César de Oliveira, prefeito de Araruna, fez uma visita ao hospital Santa Casa de Campo Mourão na manhã desta sexta-feira (28), onde se reuniu com representantes dos hospitais do município para discutir a situação da pandemia da Covid-19. Na ocasião fez um desabafo sobre as medidas adotadas pelos municípios (lockdown) que estão sendo desfiguradas pela Justiça, que vem autorizando o funcionamento de comércios.
“Os prefeitos, após ouvirem a sociedade médica e membros da comunidade em geral optaram por uma pausa de quatro dias para diminuir o contágio da covid. Só queríamos parar o vírus. O lockdown era uma solução para manter o equilíbrio. Mas não foi possível. Começam abrir os mercados. Não queremos ‘ferir’ a economia. Nada disso. Mas todos os dias estamos tendo mortes”, frisou.
Oliveira disse que a realidade em toda a região é triste. “Quem pode fazer a diferença hoje é só o cidadão. Fique em casa. Os hospitais não tem mais como absorver ninguém. A santa Casa está lotada o Cisnor está lotado. Tem gente dentro de ambulância esperando por vaga para internar pessoas com covid”, relatou, ao ressaltar que toda a estrutura hospitalar da região está em colapso.
“Vamos respeitar a Justiça. Mas precisamos da ajuda da população. Temos muitos empresários contra, mas vários também a nosso favor. Saiba que se você abrir tua padaria, teu mercado, colocando o dinheiro na frente e for infectado com o coronavírus e precisar de atendimento hospitalar e não tiver vaga, não vai adiantar de nada o dinheiro”, fica o desabafo em nome de todos os prefeitos.
Na ocisão, a médica intensivista da ala covid, do Pronto Socorro, Maria Fernanda Nunes, fez um apelo à população. “Gente, quem puder fique em casa. Não é porque abriu o mercado você vai sair de casa. A situação nos hospitais está caótica. Não temos mais onde colocar pacientes. O oxigênio está acabando e não temos o que fazer. Vamos ficar em casa por quatro dias. Precisamos diminuir o fluxo para estabilizar a situação. Não tem medição. Não tem antibióticos. Não tem mais nada. Chegamos no limite. Estamos esgotados”, falou.

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