06 março 2019

Mamborê irá reforçar o pedido de inclusão da vacina contra Meningite B

Uma reunião foi realizada no ultimo dia 05 de fevereiro para discussão e apresentação do calendário de vacinas disponibilizadas a população, principalmente as crianças.

Participaram da reunião o prefeito Ricardo Radomski, secretária de Saúde do município Sara Caroline Beltrame Perez, presidente da câmara Mauricio Jota Massano, os vereadores Osvaldo Sibardeli, Hildebrando Ribeiro, Jose Corchak e Juvelino Guerra.

A secretária de Saúde explicou com clareza aos vereadores como é definido o calendário vacinal, o qual é determinado pelo Ministério da Saúde, quais vacinas estão neste calendário para cada faixa etária e como essas vacinas são escolhidas. Ainda segundo ela de acordo com a secretária as vacinas inclusas são aquelas cujas doenças são mais prevalentes e mais sérias em grande escala, sendo que este calendário é muito bem estudado a nível nacional, o calendário vacinal do Ministério da Saúde está muito próximo ao calendário vacinal recomendo pela sociedade brasileira de pediatria. Sara destacou ainda a importância que este calendário teve na vida da população, antes acometida por doenças que estão sendo erradicadas.

A secretária concluiu dizendo que o governo não pode dar exclusividades a cada município, sendo que é um mesmo elenco para todos. As vacinas disponíveis pelo SUS são oferecidas pelo Ministério da Saúde e tem custos variados, lembrando que as vacinas disponíveis pelo SUS também são caras e que não são escolhidas pelo valor e sim pela prevalência e gravidade das doenças.

Mesmo diante de todos os fatos a secretaria de saúde de Mamborê, juntamente com o prefeito Ricardo Radomski e vereadores farão todo o possível para levar estas situações junto ao Estado para estar reforçando a inclusão da vacina contra meningite B no calendário vacinal do Ministério da Saúde.

O prefeito Ricardo Radomski durante a reunião falou de sua preocupação. “Todos temos filhos aqui e de forma geral nos preocupamos com nossas crianças, por isso faremos o possível para que esta vacina seja incluída no calendário vacinal”, disse Radomski.

Atualmente a vacina está disponível apenas em clínicas particulares e está custando em torno de 600,00 cada dose sendo que a dificuldade em encontrar é grande, na semana passada diversos moradores relataram que só encontraram em Maringá.

A enfermeira Fernanda Massaro, responsável pela vigilância epidemiológica em Mamborê, ressalta os cuidados em manter os ambientes bem arejados, lavar as mãos com frequência, e não compartilhar objetos como copos, talheres, pratos, chupetas e mamadeiras. Ela também reforça a importância de procurar orientação médica nos casos de rigidez na nuca, febre, dor de cabeça intensa e vômito.


INFORMAÇÕES APRESENTADAS SOBRE A MENINGITE
Meningite B: a vacina para meningite B, não está inclusa no calendário vacinal do Ministério da Saúde e nem no calendário recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Sendo que a meningite C é responsável por 70% dos casos e a meningite B por 20% dos casos. Há 3 anos nossa região não registrava nenhum caso.

A bactéria não é nova. A vacina que é nova em nosso país. A meningite por meningococo tipo B não era tão comum no Brasil, mas com a redução dos casos de doença causados pelo por meningococo tipo C (pela introdução da vacina contra essa bactéria no calendário de vacinação do Ministério da Saúde para menores de 2 anos) a tipo B vem aparecendo com mais ênfase.

Além da vacina meningocócica tipo C o SUS também oferece a BCG, a pentavalente, pneumocóccica 10 valente, que também protegem de tipos da meningite, além é claro de tantas outras oferecidas pelo SUS.

Lembramos também que dengue e gripe matam mais que meningite. Segundo o Dr. Rodolfo, médico infectologista, não estamos vivendo uma epidemia, mas sim casos isolados. Devemos tomar cuidado com o sensacionalismo.

A meningite meningogócia é transmitida por um grupo de bactérias chamadas meningococos, e provoca inflamação na meninge, membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. Há 12 tipos de meningococos; no Brasil, o mais comum é o tipo C (70% dos casos), seguido do tipo B. Os tipos A, W e Y são menos frequentes.

Por isso, a vacina quadrivalente (que cobre os tipos A, C, W e Y) e a contra o tipo B não são oferecidas pelo SUS, apenas por clínicas particulares. O Programa Nacional de Vacinação, que oferece imunização gratuita, prioriza proteger contra as bactérias mais presentes no país, motivo pelo qual estão disponíveis nos postos de saúde as vacinas contra meningite C e contra meningite causada por outras bactérias, como as vacinas pneumocócica 10-valente conjugada e a haemophilus influenza B.

Os casos de meningite estão diminuindo em todo o país.  Entre 2010 e 2016, houve queda de 63% no número de pessoas com a doença, que atinge principalmente as crianças pequenas, segundo o Ministério da Saúde. Portanto, não há nenhum indício de surto que justifique uma corrida aos postos de saúde e clínicas privadas de vacinação. A orientação de especialistas é manter atualizada a caderneta de vacinação.

É importante lembrar, também, que a meningite pode ser causada por outras bactérias que não meningococos, fungos e vírus.




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