17 julho 2018

Justiça solta caminhoneiros acusados de racha que provocou morte de família Mamboreense

No final da tarde da última segunda-feira dia 16, o Poder Judiciário da Comarca de Mamborê, determinou a soltura dos caminhoneiros Wagner Aparecido Costa, Emerson Augusto da Silva, Nilson Ribeiro e Rodrigo Roman, os quais se encontravam presos na cadeia pública da cidade de Mamborê, desde o último dia 3 de julho, sendo eles acusados de provocar uma colisão que resultou na morte de uma família mamboreense na rodovia BR 369, próximo a comunidade Água Grande em Mamborê.

Após determinação judicial os quatro acusados colocaram tornozeleira eletrônicas, sendo uma determinação expressa contida no alvará de soltura e assim deixaram a cidade de Mamborê, a polícia civil já havia concluído o inquérito indiciado os quatro homens e mais um caminhoneiro já identificado pela polícia, pelo crime de homicídio doloso, o 5º caminhoneiro não foi preso pois o mesmo havia escapado do crime do flagrante.



O Ministério Público informou que denunciou os cinco caminhoneiros por homicídio, crime previsto no artigo 121 do Código Penal ,sem especificar se a sua tese de homicídio dolo, proposta pela polícia civil ou culposo. Os caminhoneiros soltos na última segunda-feira já se conheciam antes da tragédia, eles moram em cidades da região de Foz do Iguaçu e atuam no transporte de produtos hortifrúti para centrais de abastecimento, distribuídas em todo o estado do Paraná.

A colisão ocorreu na rodovia BR 369 na noite do último dia 3 de julho, o caminhão que era conduzido por Wagner Aparecido Costa, atingiu frontalmente o carro modelo Escort que trafegava na pista contrária, os ocupantes do veículo sendo uma família, composta por; José Reinaldo da Cruz, 34, Alessandra da Cruz, 31 anos, e os filhos deles Mariana da Cruz, 11, Luan Gabriel da Cruz, 9, e Maria Vitória da Cruz, 4. A família que vivia em uma comunidade rural, voltava para casa após fazer compras em um mercado de Mamborê. 





Testemunhas que presenciaram o acidente e afirmaram em depoimento que os caminhoneiros estavam disputando um racha na rodovia no momento da colisão, o caminhão conduzido por Wagner Aparecido da Costa tentou uma ultrapassagem proibida, invadindo a terceira faixa e batendo frontalmente contra o veículo ocupado pela família, o caminhão arrastou o carro por cerca de 100 m e passou por cima do mesmo.

Segundo a Policia Civil de Mamborê, tacógrafo revelou que a velocidade dos caminhões no momento do acidente estavam entre 90 A 105 km, em depoimento na delegacia uma testemunha afirmou que o caminhão que se envolveu no acidente estava em alta velocidade e para não bater na traseira dos outros caminhões avançou na pista contrária, chocando-se frontalmente com o veículo Escort.

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